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Minha carteira de ações para 2026

“Os mercados de alta nascem no pessimismo, crescem no ceticismo, amadurecem no otimismo e morrem na euforia”
John Templeton

Comecei o ano de 2025 concentrado em metais preciosos, com cerca de 70% da carteira alocada nesse tema, especialmente em mineradoras de prata. Iniciei essas posições no final de 2022, portanto, muito cedo. O modelo mental que adotei, o contrarian, carrega exatamente esse risco: errar por entrar cedo demais e também por sair cedo demais.

O ideal, claro, é iniciar posições quando um setor ou uma ação está abandonada, desprezada pelo mercado. Quando o valor parece no chão e não há perspectivas previsíveis de uma virada. Esse tende a ser o ponto mais baixo de entrada. O problema é que a recuperação pode demorar anos para acontecer.

Quando a virada finalmente ocorre e o humor do mercado muda em relação a um setor ou a uma ação, o contrarian precisa ter paciência para correr junto com a manada. O grande prêmio está em saber percorrer essa subida acompanhando a manada e sair discretamente antes que ela se jogue no precipício.

O impulso primário do contrarian é o de não acompanhar a manada. No entanto, o prêmio está justamente em saber passear com ela até o ponto ideal. Como identificar esse ponto é praticamente impossível, o contrarian deve aceitar que vai deixar valor na mesa. É necessário sair devagar, mesmo sofrendo ao ver a continuidade das altas. Aceitar que não se venderá tudo no topo é o melhor caminho para evitar um tombo maior.

Quando a prata bateu US$ 50 por onça, vendi 20% das minhas posições. Quando atingir US$ 70, pretendo vender mais 30%. O restante será vendido gradualmente ao longo de 2026, com a intenção de chegar ao final desse período com exposição zero ou próxima de zero nesses investimentos.

Teoricamente, estamos no começo de um superciclo de commodities. Primeiro os metais preciosos, depois os metais básicos e, por fim, o petróleo. Diante disso, comecei a comprar metais básicos, especialmente cobre, zinco e vanádio.

Uma empresa que me chamou a atenção foi a Nexa Resources, controlada pelo grupo Votorantim, com ações listadas na bolsa de Nova York. A empresa é a quarta maior produtora de zinco do mundo, mas também a 12ª maior produtora de prata. Trata-se de uma mineradora de prata retardatária, pois enquanto as maiores mineradoras de prata negociam entre 15 e 20 vezes o múltiplo EV/EBITDA, a Nexa está negociada a cerca de 4 vezes.

A empresa encerrará um contrato futuro de prata no primeiro semestre de 2026, o que permitirá usufruir da alta atual do metal. Estamos falando de aproximadamente 12 milhões de onças a US$ 70 por onça, o que representa cerca de US$ 840 milhões, valor superior ao EBITDA estimado para o ano de 2025.

Além disso, para a Nexa, a prata é um subproduto do zinco, portanto, sem custo direto de produção. Soma-se a isso uma possível alta do próprio zinco, o que pode gerar uma explosão de valor para a companhia. Nesse contexto, espero uma valorização entre três e cinco vezes a partir dos níveis atuais.

O futuro não é conhecível, mas podemos fazer nossos planos para viver na realidade possível.

Feliz 2026 para todos.

Disclaimer: o conteúdo deste artigo é de caráter informativo e opinativo, não constituindo recomendação de investimento. Investimentos envolvem riscos e cada leitor deve realizar sua própria análise ou buscar aconselhamento profissional.

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